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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com a aprovação do Senado Federal, sertanejos terão direito trabalhistas. Fazendeiros aprovam mudança e acreditam que lei valorizará profissional. O vaqueiro tem um papel importante no Piauí, desde o processo de colonizaçao do estado. Na fazenda, este profissional é quem enfrenta a vida diária com o gado. Esta semana os vaqueiros venceram mais uma luta, o Senado Federal aprovou a lei que regulamenta a profissão e partir de agora eles podem contar com vários direitos trabalhistas. Para o vaqueiro Jorge Ribamar de Sousa, que foi criado na roça e aprendeu o ofício com o pai, a vida no campo é sofrida. “Nós saímos cedo e não temos hora para voltar. Andamos por lugares que nem conhecemos, correndo todo tipo de risco”, destaca. Os desafios do trabalho fizeram deste heroi sertanejo uma figura indispensável, especialmente na região Nordeste. Acostumados a vencerem a batalha pela sobrevivência, os vaqueiros do Brasil acabam de conquistar o direito de serem registrados pelos fazendeiros como empregados formais. Isto significa ter carteira assinada, horário de trabalho, horas extras e todos os direitos trabalhistas. O fazendeiro Jacinto Barroso ressalta que a lei servirá somente para valorizar tanto o vaqueiro quanto o próprio proprietário. O dono também será obrigado a contratar um seguro de vida para casos de acidentes ou doenças no trabalho. Garantinas que podem fazer diferença para trazer mão de obra para o campo. “Estava mais do que na hora, muitos não acreditavam, para nós sertanejos foi uma grande surpresa”, comemora o vaqueiro Hortêncio Viana.


Com a aprovação do Senado Federal, sertanejos terão direito trabalhistas.
Fazendeiros aprovam mudança e acreditam que lei valorizará profissional.

O vaqueiro tem um papel importante no Piauí, desde o processo de colonizaçao do estado. Na fazenda, este profissional é quem enfrenta a vida diária com o gado. Esta semana os vaqueiros venceram mais uma luta, o Senado Federal aprovou a lei que regulamenta a profissão e partir de agora eles podem contar com vários direitos trabalhistas.
Para o vaqueiro Jorge Ribamar de Sousa, que foi criado na roça e aprendeu o ofício com o pai, a vida no campo é sofrida. “Nós saímos cedo e não temos hora para voltar. Andamos por lugares que nem conhecemos, correndo todo tipo de risco”, destaca.
Os desafios do trabalho fizeram deste heroi sertanejo uma figura indispensável, especialmente na região Nordeste. Acostumados a vencerem a batalha pela sobrevivência, os vaqueiros do Brasil acabam de conquistar o direito de serem registrados pelos fazendeiros como empregados formais. Isto significa ter carteira assinada, horário de trabalho, horas extras e todos os direitos trabalhistas.
O fazendeiro Jacinto Barroso ressalta que a lei servirá somente para valorizar tanto o vaqueiro quanto o próprio proprietário. O dono também será obrigado a contratar um seguro de vida para casos de acidentes ou doenças no trabalho. Garantinas que podem fazer diferença para trazer mão de obra para o campo.
“Estava mais do que na hora, muitos não acreditavam, para nós sertanejos foi uma grande surpresa”, comemora o vaqueiro Hortêncio Viana.

Foram iniciados nesta sexta-feira (27) os serviços de remoção das famílias que viviam em condições insalubres no trecho da Rua Oeiras com a Rua São Pedro nas imediações do Mercado da Guarita. A ação da prefeitura visa a reintegração e restauração da área de domínio público com o objetivo de desafogar o trânsito no local, facilitando a circulação de pessoas e veículos, além de melhorar o fluxo comercial e aspecto visual do local. Foram removidos cerca de seis pontos comerciais. A ação contempla uma antiga solicitação de moradores. O vice-prefeito de Parnaíba Chagas Fontenele, disse que a desapropriação foi acordada previamente em reuniões com os próprios feirantes que receberam uma indenização da Prefeitura. Nesta manhã o prefeito Florentino Neto esteve no local e já autorizou a Secretaria de Infra-estrutura a proceder com a elaboração de projeto para restabelecimento do passeio publico.

Foram iniciados nesta sexta-feira (27) os serviços de remoção das famílias que viviam em condições insalubres no trecho da Rua Oeiras com a Rua São Pedro nas imediações do Mercado da Guarita. A ação da prefeitura visa a reintegração e restauração da área de domínio público com o objetivo de desafogar o trânsito no local, facilitando a circulação de pessoas e veículos, além de melhorar o fluxo comercial e aspecto visual do local. Foram removidos cerca de seis pontos comerciais.


A ação contempla uma antiga solicitação de moradores. O vice-prefeito de Parnaíba Chagas Fontenele, disse que a desapropriação foi acordada previamente em reuniões com os próprios feirantes que receberam uma indenização da Prefeitura. Nesta manhã o prefeito Florentino Neto esteve no local e já autorizou a Secretaria de Infra-estrutura a proceder com a elaboração de projeto para restabelecimento do passeio publico.

Os agentes de endemia da Vigilância Ambiental do município estão participando de um curso do Programa Nacional de Controle de Endemias, no período de 30/09 a 04/10. A iniciativa da Prefeitura de Parnaíba, através da Secretaria da Saúde (Sesa) prioriza a capacitação dos servidores municipais para garantir à população qualidade no controle da dengue e de outras endemias como doença de chagas, leishmaniose (calazar), raiva, esquistossomose. alt Também serão abordados conhecimentos sobre a vigilância da água e educação em saúde em 40 horas aula, ministradas por técnicos do Estado e consultoria do Ministério da Saúde. Segundo a coordenação da Vigilância Ambiental de Parnaíba a proposta da Sesa é de sempre promover cursos no sentido de aperfeiçoar o serviço desses profissionais.


Os agentes de endemia da Vigilância Ambiental do município estão participando de um curso do Programa Nacional de Controle de Endemias, no período de 30/09 a 04/10. A iniciativa da Prefeitura de Parnaíba, através da Secretaria da Saúde (Sesa) prioriza a capacitação dos servidores municipais para garantir à população qualidade no controle da dengue e de outras endemias como doença de chagas, leishmaniose (calazar), raiva, esquistossomose.

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Também serão abordados conhecimentos sobre a vigilância da água e educação em saúde em 40 horas aula, ministradas por técnicos do Estado e consultoria do Ministério da Saúde. Segundo a coordenação da Vigilância Ambiental de Parnaíba a proposta da Sesa é de sempre promover cursos no sentido de aperfeiçoar o serviço desses profissionais.


Prefeitura inicia a instalação de semáforos em novos locais da cidade Author: Superintendência de Comunicação |


A Prefeitura de Parnaíba iniciou a instalação de dois semáforos em locais estratégicos da cidade, sendo um cruzamento da Avenida Pinheiro Machado com a Rua Itaúna, e o outro na Avenida Princesa Isabel próximo à rotatória do Balão da Guarita.
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A instalação dos semáforos na Avenida Pinheiro Machado foi definida com o Departamento Nacional de Trânsito (Denit) e Polícia Rodoviária Federal, viabilizando mais uma alternativa para quem vem do centro da cidade sentido bairro Piauí, reduzindo o tráfego na Avenida João Silva Filho. O funcionamento deste equipamento está dependendo da abertura da área de passeio da avenida, que será iniciada nesta quarta-feira (02).
Segundo a Secretaria de Transporte, Trânsito e Articulação com as Forças de Segurança (SETRANSAFS) o outro equipamento funcionará de forma sincronizada na Avenida Princesa Isabel e Avenida Cel. Lucas, e o condutor que se deslocar do centro deverá obedecer ao tempo limite para diminuir o congestionamento na rotatória.
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Uma das testemunhas de defesa do ex-coronel José Viriato Correia Lima foi detida sob acusação de falso testemunho. Trata-se do policial civil Francisco das Chagas de Araújo. Fotos: Tiago Mendes Segundo o promotor João Malato, a testemunha entrou em contradição em várias declarações durante o depoimento, principalmente ao declarar que não assinou na delegacia nenhum depoimento sobre a apreensão da Belina azul, dirigida pelos executores de Leandro Safanelli. Para o promotor, a declaração acusa do delegado da época de calúnia. Após as testemunhas, o ex-coronel foi ouvido. Em depoimento ele foi taxativo: "Estou aqui por perseguição política. No dia do crime eu estava em Recife, fazendo o curso de aperfeiçoamento de oficiais do Exército", declarou em frente à juíza. Correia Lima acrescentou que sua filha só o acusou por medo da reação do secretário de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães. "Nunca conheci esse Leandro, nunca o vi. Minha filha só disse isso porque estava com medo do Robert Rios. Com medo a pessoa faz tudo, até mata. Hoje ela está morando em Porto Velho, por medo dele. Mas há um DVD que ela gravou. Nele ela diz a verdade e relata que eu não tenho culpa", disse o réu. Atualizada às 11h As nove testemunhas que fazem parte do processo que julgará o ex-coronel José Viriato Correia Lima estão depondo nesse momento a portas fechadas. O público e a imprensa foram impedidos de acompanhar as oitivas. Sete das testemunhas são de acusação e apenas duas são de defesa. O réu já se apresentou ao corpo de jurados, mas ainda não depôs. A expectativa é de que ele seja ouvido ainda durante esta manhã. Atualizada às 9h33 A juíza Maria Evani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, está presidindo o julgamento do ex-coronel José Viriato Correia Lima, que já se iniciou. O local, auditório do Sesi de Parnaíba, foi aberto ao público. Todo o quarteirão está sendo monitorado pela polícia. Foto: Portal do Catita O desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí Francisco Paes Landim designou outros dois juízes para dar reforço ao julgamento: Elizabeth Marchetti e Zilnar Coutinho. Além disso, três defensores públicos acompanham o procedimento para, caso os advogados sejam afastados, a corte não seja suspensa. Wendel Reis assumiu a defesa, como estava previsto, e está posicionado ao lado do réu. Atualizada às 9h15 No local há boatos de que o advogado de defesa do réu, Wendel Oliveira, seria destituído da função antes do julgamento. Mas, em entrevista, Wendel afirmou não ter conhecimento da medida. "Ainda não conversei com meu cliente, mas não há provas suficientes para condená-lo", argumentou. Na semana passada, Wendel declarou em entrevista à TV que Correia Lima "não se regenera". Postada às 7h49 O ex-coronel José Viriato Correia Lima chegou ao Teatro do Sesi, onde será julgado pelo caso Safanelli, por volta de 7h10. O julgamento terá início em instantes e a segurança foi reforçada pela Força Tática e pelo BPTran. Os jurados também já chegaram ao local, mas a defesa do réu ainda não se apresentou. O horário certo para o início do julgamento ainda não foi decidido. Além da polícia, dois juízes foram enviados a Parnaíba para dar apoio ao julgamento. Atualmente detido na penitenciária mista de Parnaíba, Correia Lima é acusado de mandar matar em 1987 o policial civil Leandro Safanelli, que seria namorado da filha do então capitão, supostamente contrário ao relacionamento. Apontado como chefe do crime organizado no Piauí, ele será submetido ao Tribunal Popular do Júri. A defesa do ex-coronel tentou suspender o julgamento com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal, mas não teve êxito. Nos últimos dias foram divulgadas imagens de Correia Lima na prisão, conversando com um colega de cela e admitindo que tentou matar o secretário de Segurança Pública, Robert Rios, e o jornalista Arimatéia Azevedo. Tiago Mendes e Jordana Cury

Uma das testemunhas de defesa do ex-coronel José Viriato Correia Lima foi detida sob acusação de falso testemunho. Trata-se do policial civil Francisco das Chagas de Araújo. 

Fotos: Tiago Mendes

Segundo o promotor João Malato, a testemunha entrou em contradição em várias declarações durante o depoimento, principalmente ao declarar que não assinou na delegacia nenhum depoimento sobre a apreensão da Belina azul, dirigida pelos executores de Leandro Safanelli. Para o promotor, a declaração acusa do delegado da época de calúnia.

Após as testemunhas, o ex-coronel foi ouvido. Em depoimento ele foi taxativo: "Estou aqui por perseguição política. No dia do crime eu estava em Recife, fazendo o curso de aperfeiçoamento de oficiais do Exército", declarou em frente à juíza.

Correia Lima acrescentou que sua filha só o acusou por medo da reação do secretário de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães. "Nunca conheci esse Leandro, nunca o vi. Minha filha só disse isso porque estava com medo do Robert Rios. Com medo a pessoa faz tudo, até mata. Hoje ela está morando em Porto Velho, por medo dele. Mas há um DVD que ela gravou. Nele ela diz a verdade e relata que eu não tenho culpa", disse o réu.


Atualizada às 11h

As nove testemunhas que fazem parte do processo que julgará o ex-coronel José Viriato Correia Lima estão depondo nesse momento a portas fechadas. O público e a imprensa foram impedidos de acompanhar as oitivas.

Sete das testemunhas são de acusação e apenas duas são de defesa. O réu já se apresentou ao corpo de jurados, mas ainda não depôs. A expectativa é de que ele seja ouvido ainda durante esta manhã.


Atualizada às 9h33

A juíza Maria Evani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, está presidindo o julgamento do ex-coronel José Viriato Correia Lima, que já se iniciou. O local, auditório do Sesi de Parnaíba, foi aberto ao público. Todo o quarteirão está sendo monitorado pela polícia.

Foto: Portal do Catita

O desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí Francisco Paes Landim designou outros dois juízes para dar reforço ao julgamento: Elizabeth Marchetti e Zilnar Coutinho. Além disso, três defensores públicos acompanham o procedimento para, caso os advogados sejam afastados, a corte não seja suspensa. 

Wendel Reis assumiu a defesa, como estava previsto, e está posicionado ao lado do réu. 

Atualizada às 9h15

No local há boatos de que o advogado de defesa do réu, Wendel Oliveira, seria destituído da função antes do julgamento. Mas, em entrevista, Wendel afirmou não ter conhecimento da medida. "Ainda não conversei com meu cliente, mas não há provas suficientes para condená-lo", argumentou.




Na semana passada, Wendel declarou em entrevista à TV que Correia Lima "não se regenera". 

Postada às 7h49

O ex-coronel José Viriato Correia Lima chegou ao Teatro do Sesi, onde será julgado pelo caso Safanelli, por volta de 7h10. O julgamento terá início em instantes e a segurança foi reforçada pela Força Tática e pelo BPTran.

Os jurados também já chegaram ao local, mas a defesa do réu ainda não se apresentou. O horário certo para o início do julgamento ainda não foi decidido. 

Além da polícia, dois juízes foram enviados a Parnaíba para dar apoio ao julgamento. Atualmente detido na penitenciária mista de Parnaíba, Correia Lima é acusado de mandar matar em 1987 o policial civil Leandro Safanelli, que seria namorado da filha do então capitão, supostamente contrário ao relacionamento.

Apontado como chefe do crime organizado no Piauí, ele será submetido ao Tribunal Popular do Júri. A defesa do ex-coronel tentou suspender o julgamento com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal, mas não teve êxito. 


Nos últimos dias foram divulgadas imagens de Correia Lima na prisão, conversando com um colega de cela e admitindo que tentou matar o secretário de Segurança Pública, Robert Rios, e o jornalista Arimatéia Azevedo.

Tiago Mendes e Jordana Cury

O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, conversou informalmente com o vice-governador Zé Filho no final de semana. O centro da conversa foi a formação de um bloco de apoio à reeleição de Dilma Rousseff no Estado, incluindo PT e PMDB. Fotos: Evelin Santos / Cidadeverde.com O senador acha possível os dois partidos no mesmo palanque também nas eleições estaduais. Sobre quem seria o candidato a governador, Ciro afirmou que a definição poderia ficar para 2014. "Queremos todos os partidos da base de apoio federal no mesmo palanque também no Piauí. Quanto a candidaturas, isso é assunto para o momento oportuno". No fundo, Ciro Nogueira não descarta uma aliança envolvendo Zé Filho e Wellington Dias.


O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, conversou informalmente com o vice-governador Zé Filho no final de semana. O centro da conversa foi a formação de um bloco de apoio à reeleição de Dilma Rousseff no Estado, incluindo PT e PMDB.


Fotos: Evelin Santos / Cidadeverde.com

O senador acha possível os dois partidos no mesmo palanque também nas eleições estaduais. 

Sobre quem seria o candidato a governador, Ciro afirmou que a definição poderia ficar para 2014. "Queremos todos os partidos da base de apoio federal no mesmo palanque também no Piauí. Quanto a candidaturas, isso é assunto para o momento oportuno".


No fundo, Ciro Nogueira não descarta uma aliança envolvendo Zé Filho e Wellington Dias.

domingo, 29 de setembro de 2013

Em artigo publicado no site Estadão, o jornalista e professor da USP, Gaudêncio Torquato, informa que o agricultor piauiense Nelson Nascimento, 67 anos, recebeu R$ 5,39 de indenização por ter cedido sua propriedade para a passagem da ferrovia Transnordestina. Veja o artigo na íntegra "Não dá para acreditar, mas esta verdade é bem brasileira: a União ofereceu a um pobre agricultor do Piauí, Nelson Nascimento, de 67 anos, R$ 5,39 (isso mesmo) pela indenização de sua propriedade, que corta o traçado da Ferrovia Transnordestina, uma das principais obras do PAC. A quantia, equivalente a menos de um centavo por metro quadrado, é metade do custo de uma passagem para Nascimento tomar um ônibus, no quilombo Contente, e ir ao Fórum da cidade, Paulistana, contestar o "rico dinheirinho". A ferrovia, promessa do governo Lula, começou com orçamento de R$ 4,5 bilhões, as obras estão pela metade e o custo hoje seria mais de R$ 8 bilhões. Trata-se de um empreendimento privado, com execução pelo governo federal. A Secretaria de Transportes do Piauí, responsável pelas desapropriações, garante que o preço da indenização segue "as normas à risca". O Dnit, que firmou o convênio com a secretaria, confirma que o cálculo de R$ 5,39 obedeceu "a parâmetros usados em todas as desapropriações". A trombeta da Justiça anuncia o veredicto: o Estado de Direito vence por nocaute o Estado do bom senso. E assim a nau da insensatez vai multiplicando seus hóspedes a cada porto em que atraca, particularmente naqueles onde as águas do nosso oceano se apresentem revoltas em razão de choques entre as correntes humanas e os braços do Estado. As ondas acabam arrebentando sobre os diques do Judiciário, que, por sua vez, estribado na interpretação das normas, nem sempre consegue equilibrar a balança da justiça, usando o peso do entendimento de Spinoza de que "justiça é uma disposição constante da alma a atribuir a cada um o que lhe cabe de acordo com o direito civil". Pior é ver que a balança dos justiceiros não raro pende para um lado, desequilibrando o sistema de freios e contrapesos, engenhosa construção que o barão de Montesquieu criou para harmonizar os Poderes. Um exemplo? O "palpitômetro" montado para combater o Projeto de Lei 4.330/2004, que trata da terceirização de serviços, em debate na Câmara dos Deputados, e visa a formalizar a situação de 15 milhões de trabalhadores, hoje sob a égide da ultrapassada Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Pois bem, o verbo contra esse projeto legislativo não só foi encampado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, como recebeu o endosso de 19 ministros do TST, cuja assinatura em manifesto público escancara a tese de um prejulgamento. Imagine-se como se comportaria a plêiade de altos juízes ante a eventual aprovação de uma lei pelo Poder ao qual, de direito, cabe legislar. Sua decisão seria justa? Não estamos diante de um flagrante de controle prévio de constitucionalidade? Bacon (1561-1626) já ensinava que cabe ao magistrado jus dicere, e não jus dare - interpretar leis, e não dar ou fazer leis. Analisemos, porém, a tese de que o juiz, como cidadão da polis, pode ser qualificado como ente político, agregando a condição de participar do processo político e opinar sobre os destinos da sociedade. Vamos ao cerne da questão. Não há dúvida quanto à identidade política do juiz, mas haverá de prevalecer em seu sistema decisório o múnus da judicatura, que abriga princípios e valores, a começar da integridade, virtude que os caracteriza. Em O Espírito das Leis, Montesquieu alertava: "Se o poder de julgar estiver unido ao Poder Executivo, o juiz terá a força de um opressor". Imagine-se, agora, uma estrutura de administração da justiça atrelada às pressões de grupos de interesses, organizações corporativas, lideranças políticas e se deixando levar pelas correntes quentes das paixões. O momento nacional sugere que façamos um mergulho nessa hipótese. A insensatez faz-se presente na vida de outros figurantes da vida institucional. Entorta seus passos em variadas instâncias. Veja-se o caso do Ministério Público (MP), com sua função essencial à justiça, constituído por um batalhão de guerreiros em defesa da sociedade, muitos ainda jovens, mas tocados pela chama cívica. Projetos de magnitude, vitais para o desenvolvimento do País, são retardados ou mesmo se tornam inviáveis por ações impetradas pelo MP, com base em irregularidades apontadas na concessão de licenças ambientais. Recorrente indagação: os processos não estariam contaminados por vieses ideológicos, visões ortodoxas, erros de análise ou mesmo falta de informações? Multiplicam-se queixas contra o Ibama, o órgão de licenciamento ambiental. Recorde-se o caso da perereca de dois centímetros encontrada na Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, entre a Via Dutra e a antiga Rio-São Paulo, que atrasou em um ano e meio as obras do Arco Metropolitano - 77 km de pistas que ligam Itaboraí ao Porto de Itaguaí. Solução? Um viaduto sobre o lago das pererecas. Há mais de 1.600 processos de licenciamento em curso, o que cria suspeitas sobre as razões da excessiva morosidade. E a que atribuir o fato de a Petrobrás ter gasto US$ 1,18 bilhão, em 2009, na compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), que custou, em 2005, US$ 42,5 milhões? Má gestão ou "possível compra superfaturada de ações pela Petrobrás", nos termos do Ministério Público Federal? Da insensatez para a desfaçatez o salto é menor que o da perereca fluminense. É só olhar para o Ceará, onde o governo do Estado pagou caro artistas contratados para shows. Chegaram a custar até oito vezes mais que o preço pago em outros Estados. Na inauguração de um hospital em Sobral, o cachê da cantora Ivete Sangalo foi de R$ 650 mil. Um mês depois uma chuva derrubou a fachada do estabelecimento. Na abertura de um centro de eventos, o tenor Plácido Domingo embolsou R$ 3,1 milhões. Artistas desse porte devem ganhar isso mesmo. A questão é saber se um Estado carente de serviços básicos pode esbanjar seus parcos recursos. Ora, no Brasil, tudo é possível." Fonte: Estadão

Em artigo publicado no site Estadão, Transnordestina: agricultor do Piauí recebe R$ 5,39 de indenização o jornalista e professor da USP, Gaudêncio Torquato, informa que o agricultor piauiense Nelson Nascimento, 67 anos, recebeu R$ 5,39 de indenização por ter cedido sua propriedade para a passagem da ferrovia Transnordestina.

Veja o artigo na íntegra

"Não dá para acreditar, mas esta verdade é bem brasileira: a União ofereceu a um pobre agricultor do Piauí, Nelson Nascimento, de 67 anos, R$ 5,39 (isso mesmo) pela indenização de sua propriedade, que corta o traçado da Ferrovia Transnordestina, uma das principais obras do PAC. A quantia, equivalente a menos de um centavo por metro quadrado, é metade do custo de uma passagem para Nascimento tomar um ônibus, no quilombo Contente, e ir ao Fórum da cidade, Paulistana, contestar o "rico dinheirinho".

A ferrovia, promessa do governo Lula, começou com orçamento de R$ 4,5 bilhões, as obras estão pela metade e o custo hoje seria mais de R$ 8 bilhões. Trata-se de um empreendimento privado, com execução pelo governo federal. A Secretaria de Transportes do Piauí, responsável pelas desapropriações, garante que o preço da indenização segue "as normas à risca". O Dnit, que firmou o convênio com a secretaria, confirma que o cálculo de R$ 5,39 obedeceu "a parâmetros usados em todas as desapropriações".

A trombeta da Justiça anuncia o veredicto: o Estado de Direito vence por nocaute o Estado do bom senso. E assim a nau da insensatez vai multiplicando seus hóspedes a cada porto em que atraca, particularmente naqueles onde as águas do nosso oceano se apresentem revoltas em razão de choques entre as correntes humanas e os braços do Estado. As ondas acabam arrebentando sobre os diques do Judiciário, que, por sua vez, estribado na interpretação das normas, nem sempre consegue equilibrar a balança da justiça, usando o peso do entendimento de Spinoza de que "justiça é uma disposição constante da alma a atribuir a cada um o que lhe cabe de acordo com o direito civil". Pior é ver que a balança dos justiceiros não raro pende para um lado, desequilibrando o sistema de freios e contrapesos, engenhosa construção que o barão de Montesquieu criou para harmonizar os Poderes.

Um exemplo? O "palpitômetro" montado para combater o Projeto de Lei 4.330/2004, que trata da terceirização de serviços, em debate na Câmara dos Deputados, e visa a formalizar a situação de 15 milhões de trabalhadores, hoje sob a égide da ultrapassada Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Pois bem, o verbo contra esse projeto legislativo não só foi encampado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, como recebeu o endosso de 19 ministros do TST, cuja assinatura em manifesto público escancara a tese de um prejulgamento. Imagine-se como se comportaria a plêiade de altos juízes ante a eventual aprovação de uma lei pelo Poder ao qual, de direito, cabe legislar. Sua decisão seria justa? Não estamos diante de um flagrante de controle prévio de constitucionalidade? Bacon (1561-1626) já ensinava que cabe ao magistrado jus dicere, e não jus dare - interpretar leis, e não dar ou fazer leis.

Analisemos, porém, a tese de que o juiz, como cidadão da polis, pode ser qualificado como ente político, agregando a condição de participar do processo político e opinar sobre os destinos da sociedade. Vamos ao cerne da questão. Não há dúvida quanto à identidade política do juiz, mas haverá de prevalecer em seu sistema decisório o múnus da judicatura, que abriga princípios e valores, a começar da integridade, virtude que os caracteriza. Em O Espírito das Leis, Montesquieu alertava: "Se o poder de julgar estiver unido ao Poder Executivo, o juiz terá a força de um opressor". Imagine-se, agora, uma estrutura de administração da justiça atrelada às pressões de grupos de interesses, organizações corporativas, lideranças políticas e se deixando levar pelas correntes quentes das paixões. O momento nacional sugere que façamos um mergulho nessa hipótese.

A insensatez faz-se presente na vida de outros figurantes da vida institucional. Entorta seus passos em variadas instâncias. Veja-se o caso do Ministério Público (MP), com sua função essencial à justiça, constituído por um batalhão de guerreiros em defesa da sociedade, muitos ainda jovens, mas tocados pela chama cívica. Projetos de magnitude, vitais para o desenvolvimento do País, são retardados ou mesmo se tornam inviáveis por ações impetradas pelo MP, com base em irregularidades apontadas na concessão de licenças ambientais. Recorrente indagação: os processos não estariam contaminados por vieses ideológicos, visões ortodoxas, erros de análise ou mesmo falta de informações?

Multiplicam-se queixas contra o Ibama, o órgão de licenciamento ambiental. Recorde-se o caso da perereca de dois centímetros encontrada na Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, entre a Via Dutra e a antiga Rio-São Paulo, que atrasou em um ano e meio as obras do Arco Metropolitano - 77 km de pistas que ligam Itaboraí ao Porto de Itaguaí. Solução? Um viaduto sobre o lago das pererecas. Há mais de 1.600 processos de licenciamento em curso, o que cria suspeitas sobre as razões da excessiva morosidade.

E a que atribuir o fato de a Petrobrás ter gasto US$ 1,18 bilhão, em 2009, na compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), que custou, em 2005, US$ 42,5 milhões? Má gestão ou "possível compra superfaturada de ações pela Petrobrás", nos termos do Ministério Público Federal?

Da insensatez para a desfaçatez o salto é menor que o da perereca fluminense. É só olhar para o Ceará, onde o governo do Estado pagou caro artistas contratados para shows. Chegaram a custar até oito vezes mais que o preço pago em outros Estados. Na inauguração de um hospital em Sobral, o cachê da cantora Ivete Sangalo foi de R$ 650 mil. Um mês depois uma chuva derrubou a fachada do estabelecimento. Na abertura de um centro de eventos, o tenor Plácido Domingo embolsou R$ 3,1 milhões. Artistas desse porte devem ganhar isso mesmo. A questão é saber se um Estado carente de serviços básicos pode esbanjar seus parcos recursos. Ora, no Brasil, tudo é possível."

Fonte: Estadão