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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Postado por norte on ago 26th, 2013 e arquivado em Literatura, Notícias, Teresina. Voce pode seguir qualquer resposta para esta entrada atraves do RSS 2.0. Voce pode deixar uma resposta, ou trackback a esta entrada A democratização e a interiorização da cultura no Piauí constitui um processo irreversível e vem contribuindo para enriquecer o acervo dos valores históricos e culturais de várias regiões do Estado. Até o ano de 1978, quando foi fundada na cidade de Barras (PI) a Academia de Letras do Vale do Longá (ALVAL), a discussão dos assuntos culturais, em particular na área literária, era desenvolvida pela Academia Piauiense de Letras (APL), fundada em 30.12.1917, também chamada de Casa de Lucídio Freitas, nome do escritor idealizador e um dos fundadores da instituição cultural e pelo Instituto Histórico, Antropológico e Geográfico Piauiense, fundado a 23.06.1918 e que teve Eurípides de Aguiar como primeiro presidente. A ALVAL tem sua sede situada na cidade de Barras. Academia Parnaibana de Letras (APAL) A inteligência piauiense deu curso ao processo de interiorização da cultura por entender que o desenvolvimento do saber não poderia mais continuar sendo privilégio de uma elite conservadora e reacionária. Surge, então, a 28.07.1983, na cidade de Parnaíba, região norte do Estado, a Academia Parnaibana de Letras (APAL), idealizada pelo escritor e jornalista José Pinheiro de Carvalho. Academia de Letras do Médio Parnaíba Com sede em Amarante, cidade do sul do Piauí, terra-berço do poeta Da Costa e Silva, a Academia de Letras do Médio Parnaíba foi instituída a 13 de novembro e 1987. Foi fundada por Socorro Santana, Herculano Moraes, Paulo Nunes, Cunha e Silva, Nazi Castro, Afrânio Nunes e Emília Paixão. Academia de Letras da Região de Picos (ALERP) A Academia de Letras da Região de Picos (ALERP) foi fundada a 22 de outubro de 1989. A primeira presidente foi a escritora e professora Rosa Luz. Com sede na cidade de Picos, como as demais academias de letras, tem um quadro de 40 cadeiras. Academia Letras de Floriano (ALBEARTES) A Academia de Letras e Belas Artes de Floriano e do Vale do Parnaíba (ALBEARTES) foi fundada a 8 de julho de 1994 pelos escritores Heitor Castelo Branco Filho, José Fortes Filho, João Carlos Ribeiro Gonçalves, José Milton Fonseca e Vicente Ribeiro Gonçalves. O primeiro presidente foi João Carlos Ribeiro Gonçalves e o atual é o escritor e ex-deputado José Bruno dos Santos. Funciona em sede própria, na cidade de Floriano. Academia Letras da Região de (ALRESC) A Academia de Letras da Região de Sete Cidades (ALRESC), com sede em Piracuruca (PI), foi fundada a 22 de janeiro de 1996, pelo jornalista e escritor José Fortes Filho, desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, desembargador Tomaz Gomes Campelo, professora Cléa Rezende Neves de Melo, tabelião Valdemar de Moraes Menezes, general João Evangelista Mendes da Rocha, desembargador José Magalhães da Costa, jornalista Mário Soares de Araújo, escritor Herculano Moraes, Desembargador José Ribamar Oliveira e desembargador Manfredi Mendes de Cerqueira. É presidida pelo jornalista e historiógrafo José Fortes. A abrangência geopolítica da ALRESC compreende o antigo território de Piracuruca até a Pedra do Sal, na área litorânea do Estado. Outros membros da Alresc: Álvaro Brandão filho, Aerton Fernandes, Alzair Campos Fernandes, José Itamar Abreu Costa, Miriam Jales de Carvalho, Cid Mendes de Resende Filho, Jorge Machado, Luiz Carlos Oliveira, Mário Roberto Pereira de Araújo, Aldenora Jericó Pinto Coelho, desembargador José Soares de Albuquerque, Dilson Lages Monteiro, Pedro Costa, José Ribamar Garcia, Adrião José Neto, Neto Sambaíba, A Tito Neto, Kenard Kruel, Júlio Lopes Caribé, Marcos Patrício Nogueira, Gerson Mourão, Elvira Raulino, Valcira Miranda, Rodrigo Ferraz, Paulo de Tarso Mendes de Sousa, José Luiz de Carvalho, Nívea Magalhães Alves. São personalidades que valorizam a cultura do Piauí. Outros, não persistiram na luta pelo progresso da inteligência. Honraram a Alresc e partiram para eternidade- Tabelião Valdemar de Moraes Menezes, general João Evangelista Mendes da Rocha, desembargador José Magalhães da Costa, escritor Jureni Machado Bitencourt, jornalista Mário Soares de Araújo e o líder Manoel Nogueira Filho. Academia de Letras do Baixo Parnaíba Fundada em 1999 na cidade de Luzilândia. A Academia de Letras do Baixo Parnaíba foi fundada pelos escritores Luiz Carlos Oliveira Silva, José Fortes, Herculano Moraes, Rivanildo de Deus, Afonso Ligório Pires de Carvalho. Tem o seu quadro acadêmico constituído de 40 cadeiras de sócios efetivos e perpétuos. É presidida por Rivanildo de Deus. Academia Mafrensina de Letras Idealizada por Fabrício de Area Leão Carvalho, a Academia Mafrensina de Letras foi fundada em Teresina a 8 de janeiro de 1955. A comissão organizadora foi composta por Álvaro Ferreira, Clemente Fortes, Fabrício Area Leão, Arimatéa Tito (pai), Raimundo de Brito Melo, R.N. Monteiro de Santana e Simplício de Sousa Mendes. Participaram da reunião preparatória os escritores Artur Passos, Carlos Eugênio Porto, Celso Pinheiro Filho, Cromwell Barbosa de Carvalho, Fernando Lopes Sobrinho, Clidenor de Freitas Santos, Hélio Martins Correia, Cunha e Silva, Manoel Gayoso e Almendra, H. Dobal, monsenhor Chaves, Camilo Filho, O.G.Rego de Carvalho, A. Tito Filho, Robert Wall de Carvalho, Paulo Nunes, Mário José Batista, Lindolfo Monteiro, Waldir Figueiredo e Mário José Batista. Não prosperou. Academia de Letras da Inclusão Social Em Teresina foi fundada e funciona a Academia de Letras da Inclusão Social – Acadis, fundada pela professora Rosângela Sousa, jornalista José Fortes. São membros, o professor Fonseca Neto, padre Tony Batista e Itamar Abreu Costa. Outros membros efetivos da Acadis: Henrique Rebelo, Cristiane Sekefe e Rodrigo Ferraz. Academia de Pedro II O desembargador Tomaz Gomes Campelo fundou na cidade de Pedro II a Academia Pedrossegundense de Belas Artes e Letras. Academia de Alto Longá O médico cardiologista e escritor José Itamar Abreu Costa fundou a Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia, na cidade de Alto Longá. Academias em Campo Maior AC ALE – Um seleto grupo de intelectuais fundou a Academia Campomaiorense de Artes Letras (Acale), hoje presidida pelo acadêmico João Alves Filho. ALTEC – Um grupo de intelectuais fundou e instalou a Academia de Letras do Território dos Carnaubais (Altec), com sede em Campo e que abrange vários municípios da região. É presidida pelo acadêmico Assis Lima. Academia de Ciências O escritor Herculano Moraes fundou e preside a Academia de Ciências do Piauí, com sede em Teresina. Academia Piauiense de Prosa Herculano Moraes e um grupo de intelectuais fundaram em Teresina a Academia Piauiense de Prosa. A professora Rosângela Sousa e o jornalista José Fortes Filho fundaram e instalaram a Academia de Letras do Cravo, vinculada à Secretaria de Assistência Social (Sasc) e que tem como integrantes o padre Tony Batista, Rosângela Sousa, José Fortes Filho, Wellington Dias, desembargador Paulo de Tarso Mello e Freitas. No momento incontra-se inativa. Academia de Letras da Magistratura Piauiense O desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho fundou em Teresina a Academia de Letras da Magistratura Piauiense de Letras, composta de magistrados. Academia Maçônica de Letras Funciona em Teresina a Academia Maçônica de Letras. Academia de Medicina do Piauí Foi fundada e funciona em Teresina a Academia de Medicina do Piauí. Congrega médicos piauienses que se destacaram na medicina. Academia de Letras da Confederação Valenciana Foi fundada pelo desembargador Juraci Santos (presidente) e funciona na cidade de Valença (PI) a Academia de Letras da Confederação Valenciana, que abrange vários municípios da região sul. Federação das Academias de Letras do Estado do Piauí (FALPI) Foi fundada em Parnaíba, pelos e escritores José Luiz de Carvalho, José Fortes, Herculano Moraes, José Itamar Abreu Costa, Antônio de Pádua Marques da Silva, João Alves Filho, Adrião Neto, Pedro Costa, entre outros, a Federação das Academias de Letras do Estado do Piauí (FALPI). Sua sede hoje é em Campo Maior (PI). Reúne as academias de letras do Piauí. Por: José Fortes

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A Fazenda São Benedito, na zona rural de Buriti dos Lopes esteve em festa no sábado dia 24 de agosto quando filhos, netos, sobrinhos, filhos adotivos, amigos, vizinhos, antigos trabalhadores, parentes e admiradores estiveram reunidos para comemorar os 110 anos de nascimento do agropecuarista Aderson de Araújo Carvalho, patriarca da família e pai do administrador de empresas, jornalista e escritor José Luiz de Carvalho.
Desde as primeiras horas da manhã que a sede da antiga fazenda ás margens do rio Pirangi recebia convidados, vindos principalmente de Buriti dos Lopes e de Parnaíba. A festa foi organizada pelo filho caçula, José Luiz com a colaboração de várias pessoas lideradas por sua mulher, Patrícia Araújo Carvalho. Entre os convidados estavam o juiz aposentado Bernardo Lucas Mateus, o ex-vice-prefeito e agropecuarista Bernardo de Carvalho Val e o escritor e jornalista Antonio de Pádua Marques Silva.
Entre os depoimentos sobre a vida e a personalidade do homenageado, seu primeiro neto, o funcionário aposentado do Banco do Brasil e empresário Laurindo Val que relembrou passagens de sua infância na Fazenda São Benedito ao lado dos filhos de Aderson Carvalho, Benedito, Aderson Filho, Ana Maria, Maria dos Remédios, José Luiz e Cândido Neto. Outra homenagem foi a do juiz Lucas Mateus, contemporâneo de Aderson e presidente do Instituto de História, Artes e Letras de Buriti dos Lopes.
Bernardo de Carvalho Val, agropecuarista, ex-vice prefeito de Buriti dos Lopes e sobrinho de Aderson Carvalho destacou o lado empresarial do homenageado, considerado por ele como um cidadão que zelava pela honra aos compromissos assumidos e muito amigo de todos. Muito emocionada, sua filha Ana Maria lembrou passagens da vida de seu pai na fazenda de propriedade da família, sua luta para criar e educar a todos. Na ocasião também foi lida uma mensagem escrita pelo seu neto Candido Laurindo do Val Filho. A sede fazenda foi completamente restaurada, após ter sido destruída pela cheia do rio Pirangi devido ao rompimento da Barragem dos Algodões.
Seguiram outros depoimentos espontâneos sobre a personalidade de Aderson Carvalho por parte dos netos, o engenheiro agrônomo e policial militar Erick Augusto Melo de Carvalho, do advogado José Luiz de Carvalho júnior e de Aderson de Araújo Carvalho Filho, o Adercinho. Entre os netos presentes o advogado Felipe Calazans, os jovens Liana Francisca, Brenda Luiza e Luiz Arthur. Marcaram também presença a advogada Eliane Val, esposa de Bernardo Carvalho do Val, Jeanne e Rocha do Val, mulher de Candido Val Filho, Maria de Lourdes Rocha, mulher de Laurindo Val e José de Arimatéa, marido de Ana Maria de Carvalho além de Bernardo Lucas Mateus Filho. A confraternização da família se prolongou até o final da tarde de sábado. Muitos dos antigos vizinhos foram cumprimentar a família.
DISCURSO DO DR BERNARDO MATEUS
SOLENIDADE FESTIVA – Aos  CENTO E DEZ ANOS do cidadão ADERSON DE ARAUJO CARVALHO – REALIZADO NA  Fazenda “São Benedito”, deste Município.
DATA: – em 24 DE AGOSTO DE 2.1013 – em  Buriti dos Lopes – PI.
Srs. CONVIDADOS especiais.
Srs e sras. Presentes
Srs. Familiares reunidos
Demais Presentes.
-MEUS SENHORES e MINHAS SENHORAS:
HOJE – a Família do Sr. ADERSON DE ARAUJO CARVALHO – na residência da tradicional FAZENDA SÃO BENEDITO – deste Município – está reunida com muitos amigos e admiradores – para – em Festa de SAUDADES e recheada de incontidas ALEGRIAS – comemorar os “CENTO E DEZ ANOS” do Patriarca familiar referido, que completaria se vivo estivesse. MAS – DEUS – há anos o convocou, para a efetiva e celestial morada – entre os bons, justos, corretos e merecidos, para ser um inquilino e definitivo residente no Abrigo Divino.
O  LOUVADO –  Suas Raízes e Descendentes:
ADERSON DE ARAUJO CARVALHO E     (1ª Núpcias)
Ana Maria de Carvalho
(ele) FILHO:
Cândido Rodrigues de Carvalho Neto e Joana de Araújo Carvalho
(ela) – de
João Cândido de Carvalho e Maria da Conceição Carvalho
SEUS FILHOS:
Bernardo Orlando de Carvalho
Alzenira Carvalho Val
João José de Ribamar
……………….
Seus IRMAOS:
Lívio de Araujo Carvalho
Alzira  Carvalho do Val
Cândida  de  Araujo Carvalho
Francelina de Araújo Carvalho
Alice de Araujo Carvalho Candeira
…………………
(2ª Núpcias)
Aderson de Araujo Carvalho e Francisca das Chagas Carvalho.
SEUS FILHOS:
Benedito das Dores de Carvalho
Aderson de Araujo Carvalho Filho
Cândido Rodrigues de Carvalho Neto
Ana Maria de Carvalho
Maria dos Remédios de Fátima carvalho
José Luiz de Carvalho.
ESCLARECIMENTO – o Titular=aniversariante  – foi casado em duas núpcias – com ANA MARIA e depois com FRANCISCA DAS CHAGAS – AMBAS irmãs.
…………………………………………..
O NOSSO louvado ANIVERSARIANTE, era, em vida, um cidadão de escol e trabalhador incansável – proprietário de terras e criador – e um exemplar PAI de família e um cidadão de reconhecido respeito e meritoso, e, devoto de Nossa Padroeira, também, real companheiro e político – estimava seus amigos – em atenção à seus rogos, foi candidato a vice-prefeito, porém, não logrou êxito – o que não alterou o seu conceito entre os conterrâneos.
Com retidão exemplar – criou a FAMILIA – considerava  os AMIGOS – que em vida conquistou, os moradores e visinhos da propriedade “Fazenda São Bendito” – era, sempre, receptivo aos que ali aportavam. Os recebia – com satisfação e contentamento – ações esta nata de nosso Sertanejos desta Amada Terra Buritiense – gleba, tão festejada e considerada por nossos “Pioneiros” Habilitantes e seus sucessores – rito – que até a Família e o nosso Povo mantém, como uma tradição nossa, jamais esquecida.
QUERO EM MEU NOME e dos demias Irmaõs Buritienses – comungar – com toda FAMILIA – as manifestações festejadas e tributadas ao nosso irmão – ADERSON DE RAUJO CARVALHO – que nesta data – Completa Cento e dez anos (110) de existência – se tivesse vivo- MAS – reside, lá no abrigo dos considerado pelo PAI CRIADO e REDENTOR – nosso.
CONCLUO – apresentando efusivos parabéns pelo evento aqui CELEBRADO em memória de um Buritiense mui estimado.
- DITO –
- UMA HOMENAGEM A UM HOMEM HONRADO –
Buriti dos Lopes, 24.08.13
BERNARDO LUCAS MATEUS
JUIZ  DE DIREITO APOSENTADO E PRESIDENTE DO INSTITUTO DE HISTÓRIA, ARTES E LETRAS DE BURITI DOS LOPES – IHAL
……………
ARTIGO ESCRITO POR CANDIDO LAURINDO DO VAL FILHO
110 ANOS DE ADERSON DE ARAÚJO CARVALHO
ADERSON DE ARAÚJO CARVALHO, filho de Cândido Rodrigues de Carvalho Neto e de Joana de Araújo Carvalho, nasceu em Buriti dos Lopes em 19.08.1903 e faleceu em 12.02.1969 em Parnaíba (PI). Homem com uma altura aproximadamente 1,75m peso próximo aos 90 kg, e de cor branca.
Cidadão de conduta incontestável, decidido, honesto em todos os seus atos, amigo de seus amigos, a sua casa era sempre cheia de gente, fartura em seu dia-a-dia, chegava a dizer: que só dormia sossegado quando possuia o que comer para o dia seguinte. Mais frases de seu uso: pau que morre torto morre torto, pode-se queimar que até a cinza é torta – boi no atoleiro, pau nele – um pau se conhece pela casca – quem quer ser rico sem poder, fica pobre sem querer – as pessoas só valem o que tem – é asneira assobiar quando o boi não quer beber.
Em 19 de agosto, Aderson Carvalho completaria 110 anos de idade se estivesse vivo. Para comemorar o dia do aniversário do meu avô, gostaria de lembrar coisas marcantes em minha infância no seu convívio.
Papai Aderson, assim como era chamado pelos seus netos. Veio morar na região do rio Pirangi, no lugar chamado Veríssimo, e depois no lugar Garapas, hoje São Benedito. Casado com Maria da Conceição com quem teve 03 filhos: Alzenira (minha mãe), Bezo e João José (in memoriam), viúvo casou-se com Francisca das Chagas, sua cunhada a mãe Cacica, como era chamada por todos os netos, onde teve 05 filhos: Benedito (in memoriam), Aderson, Cândido (in memoriam), Ana, Remédios e José Luiz. Pouco depois preocupado com a educação dos filhos, montou residência em Parnaíba, não abandonando a morada de sua fazenda. Os estudos para ele era a maior de suas admirações. Ele era muito avô mesmo, gostava de saber da gente.
Lembro-me, como se fosse hoje, quando vínhamos de férias para a fazenda São Benedito, ele mandava nos esperar, com carroça e animais selados, a distância era aproximadamente 10 km, ao chegar era queimado fogos, para anunciar nossa presença, motivo de alegria, para todos era a maior diversão. Começava tudo a partir dali. O banho no rio, das pescarias de anzol e de faxina com auxílio da lamparina, das roças de milho, das vazantes de abóbora e melancia, do leite mugido todos os dias bem cedinho, cada um com o seu copo na mão e  com pouco açúcar se dirigia até o curral, da caçada dos pássaros e da pegada dos passarinhos, do passeio de animais, do aconchego dos proprietários e moradores das fazendas vizinhas, que conversavam até altas horas da noite em frente da casa, tudo isto me faz lembrar com bastante saudade. Queria nesse momento, parabenizar toda a família e em particular ao José Luiz, pela iniciativa desta lembrança em homenagear meu avô, e também pelo o seu sentimento nativista em reconstruir esta tão acolhedora casa conservando a sua mesma estrutura. Meu muito obrigado e felicidade para todos.
Por: Cândido Laurindo do Val Filho

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