0 PP, que já ocupa o Ministério das Cidades, está pedindo o comando da pasta da Integração Nacional para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. 0 partido tem cerca de 1 minuto e 50 segundos de tempo de TV para oferecer à campanha da petista. 0 presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) se reuniram anteontem com o presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro Aloizio Mercadante (Educação), que deve coordenara campanha à reeleição.
A presidente está deixando para dezembro a discussão sobre a reforma ministerial. Doze ministros devem deixar o governo para disputar as eleições de 2014. Na base aliada, a avaliação é que, se Dilma disparar nas pesquisas, colocará quadros técnicos nas pastas que ficarão vagas. Caso sua situação não esteja tão boa, usará os cargos para amarraros apoios à sua reeleição.
O PP estaria disposto a apadrinhar técnicos indicados por Dilma para chefiar as duas pastas (Cidades e Integração Nacional), já que Aguinaldo Ribeiro deixará o cargo para disputaras eleições. Êm 2010, o PP ficou neutro na disputa presidencial, e uma ala do partido defende repetir essa posição em 2014.0 PP ainda aumentou sua bancada no troca-troca partidário do último mês.
— Nossa participação no governo é administrativa, e não eleitoral —disse Nogueira, que defende o apoio à reeleição de Dilma.
Um dos que preferem a neutralidade é o senador Francisco Dornelies (PP-RJ), tio do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidatoà Presidência. No Rio, Dornelies negocia a vaga de senador na chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disputará o governo do estado contra o petista Lindbergh Farias.
0 PP também estará contra o PT no Rio Grande do Sul, em Minas e no Paraná. No Amazonas, o PP quer o apoio dos petistas à candidatura de Rebecca Garcia ao governo, mas o PT deve apoiar o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB).
Falcão ainda se reuniu ontem com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Apesar de a tendência ser apoiar Dilma, os pedetistas só decidirão ano que vem. Os dois partidos têm divergências ainda no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal e em Mato Grosso.
Preocupados com a pré-candidatura do presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), à Presidência da República, Falcão e Mercadante também se reuniram anteontem com o PMDB e o PR, para tentar aparar arestas e amarrar apoios à reeleição de Dilma.
(Fernanda Krakovics)
Nenhum comentário:
Postar um comentário