O deputado federal Marllos Sampaio (PMDB) criticou duramente o governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) e a iniciativa dos parlamentares piauienses em lhe concederem título de cidadão. Para o parlamentar, Campos, assim como Marina Silva, não representa novidade na política. O parlamentar contesta o anúncio de entrega de cargos ao governo feito pelo PSB nacional.
Raoni Barbosa/Revista Cidade Verde
Apesar de pertencer ao mesmo grupo político do PSB no Piauí, Marllos não poupou Eduardo Campos e lembrou de um episódio quando o Campos pedia voto entre os congressistas para que sua mãe fosse eleita para o Tribunal de Contas da União. "Campos articulou todo o Congresso Nacional para colocar a mãe dele no TCU. Ele me pediu voto. Ele me pediu e disse para eu ir no Ministério da Integração Nacional [obter vantagens em obras]. A mãe dele foi eleita. Dei voto ao Atila Lins. Ele perdeu, mas pelo menos não entrei no canto da sereia", comentou.
Sobre o título de cidadania que será concedido ao governador, Marllos questionou o que Campos teria feito pelo Estado para merecer a honraria. O título foi aprovado pela quase unanimidade dos deputados estaduais. Em Teresina, Eduardo Campos deverá fazer uma caminhada a pé na companhia do governador Wilson Martins (PSB) pela nova Potycabana.
Ainda segundo Marllos, ao contrário do que anunciou o diretório nacional do partido sobre a entrega dos cargos ao governo federal, deputados e senadores persistem com seus indicados. "Se é para ser oposição, tem que ser oposição", emendou.
"A gente tem que estar atento porque joga a história de que ele representa o novo e o novo não existe. Não é porque sou aliado do PSB em nível estadual que não vou questionar o que acontece em nível nacional. Eu não sei se o governador sai. Eu não estou participando do quadro sucessório. Estamos deixando o vice-governador Zé Filho bem a vontade. Acho que devemos trabalhar agora porque ninguém sabe o que vai acontecer. Estou visitando minhas comunidades e trabalhando porque não sei o que vai acontecer", analisou.
Verdão
O parlamentar explicou que a reforma do ginásio deve acabar até o final do ano. Os equipamentos comprados com os R$ 2 milhões de emenda destinada por ele ainda não chegaram porque, segundo ele, a Caixa Econômica Federal exigiu que só fossem enviados depois que a parte técnica fosse finalizada. "São quase R$ 4 milhões de investimentos. Ninguém está enganando ninguém. Não vamos entregar obra pela metade. O Verdão é importante para o Estado e temos que dar essa satisfação", declarou.
Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com
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