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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Um estudo feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre os anos de 2011 e 2012, divulgado na semana passada, mostra que crianças estão vulneráveis à prostituição infantil nas estradas de todo país. De acordo com o inspetor Rai-mundo Rameiro, chefe de Co-municação Social da PRF, no Piauí, há 50 pontos onde crianças e adolescentes são exploradas sexualmente. No Brasil são 1.776 pontos. De acordo com os dados levantados pela PRF, o Piauí fica em quarto lugar no Nordeste como ponto vulnerável à exploração infantil. O levantamento é feito a cada dois anos em todas as BRs do Brasil para que a PRF possa elaborar um planejamento de ação repressiva à situação de exploração. Se comparado ao último levantamento, o crescimento de pontos de prostituição infantil no Piauí foi de 7% em 2012. Os pontos mapeados pela PRF são classificados pelo grau de risco que oferece às pessoas vítimas de prostituição devido à presença de álcool e drogas, prostituição de adultos e grande fluxo de veículos. Dos 50 pontos no Estado do Piauí, 34 são considerados críticos, em nível mais elevado, nove são de alto risco e sete de médio risco. Após a divulgação dos locais onde há casos de exploração, 13 menores de Teresina foram encaminhados para o Conselho Tutelar, duas das crianças recolhidas tinham menos de três anos de idade. Mesmo com a fiscalização frequente da PRF, o aumento de 7% dos pontos de prostituição infantil apontados no mapeamento da Polícia Rodoviária Federal pode ser facilmente observado em BRs como a 316 e 343, no perímetro urbano de Teresina, onde meninas, nas proximidades de postos de combustíveis, fazem programas cujo preço varia de R$ 5,00 a R$ 30,00. Segundo a PRF, em algumas cidades do interior, a prática é incentivada pelos próprios pais, que sem ter como sustentar os filhos, os colocam para pedir ou se prostituir nas estradas. O crime de abuso contra crianças e adolescentes é previsto em lei e o Estatuto da Criança e do Adolescente também protege os menores contra esta prática, considerada ainda muito comum, principalmente em relação às meninas mais pobres e con-sequentemente mais vulneráveis às ações de que usa do abuso sexual. Diário do Povo
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