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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

11/02/14, 14:53

Regina: estão "loteando" votos de Marcelo e PT quer partidos pequenos

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A presidente do PT do Piauí, Regina Sousa, ainda articula junto a partidos pequenos que estão em negociação com a chapa governista e acredita que muitos candidatos proporcionais passarão a integrar a chapa de oposição. A estratégia é mostrar aos pré-candidatos a deputados das siglas menores que o grupo encabeçado por Marcelo Castro (PMDB) e Sílvio Mendes (PSDB) já tem partidos demais e as chances de eleição são remotas.


Ela não crê que os partidos maiores possam mudar de lado. Por isso, o investimento é nos menores. "Eu acho que na chapa majoritária pode nem ter mudança. Mas na proporcional pode ter sim, porque lá tem muita gente e as pessoas vão somar e questionar se terão vagas. Vão fazer contas e vão ver que do lado de cá tem mais condições de se eleger. 
Acho que o PSB, PMDB não voltam. Quem pode voltar é o PR, PV e vários partidos menores que continuamos conversando e poderão mudar de ideia", explicou Regina.

O PT também trabalha com a possibilidade de conseguir o apoio de prefeitos pertencentes a partidos que estão na chapa do governo. Segundo Regina, isso é comum porque nem todos os prefeitos se encaixam nos arranjos políticos feitos pela chapa.


Regina citou o exemplo do município de Oeiras. "B. Sá comanda o PSB lá. Ele e Wellington Dias tem relação muito boa, também com o prefeito. A questão eleitoral vai depender do enquandramento dos partidos, então não dá para dizer como vai ficar. Em 2006, Firmino [Filho, prefeito de Teresina] era candidato a governador e tinha 45 prefeituras e parece que somente 6 votaram nele e o resto votaram em Wellington. Acho que em candidatura majoritária não dá para fechar questão dizendo que prefeito pertence a uma partido e vota no partido. Isso é bem relativo. Na candidatura majoritária tem mais liberdade. Amarrado mesmo é a candidatura proporcional", disse.


Mesmo com o bloco do governo formado por muitos partidos, o PT não teme e garante que o povo é quem definirá. 

Votos "loteados"

A presidente do PT alfinetou o pré-candidato Marcelo Castro pelas críticas ao fato de a deputada estadual Rejane Dias, esposa de Wellington, colocar sua pré-candidatura a deputada federal. Ele citou o próprio exemplo, de ter voltado atrás na candidatura do filho Castro Neto. 


Regina afirmou que os candidatos da chapa proporcional estão esperando os votos de Castro para "lotearem".


"É discurso de candidato e de conveniência do Marcelo. Todo mundo sabe que ele queria colocar o filho e todo mundo sabe que foi exigido dele que não colocasse porque estão querendo lotear os votos dele. Esse discurso é de conveniência do Marcelo. Rejane é deputada, foi bem votada e tem trabalho. Agora, é esposa do Wellington. Mas hoje não tem mais voto de cabresto. Não é porque ela é esposa do Wellington que ela vai ser eleita. Não tem mais capitanias hereditárias. O Lula poderia ter eleito o filho vereador e não elegeu", lembrou.

Leilane Nunes
leilanenunes@cidadeverde.com

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