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terça-feira, 4 de junho de 2013

Prisões de acusados e condenados por crimes aumentam em 80,7% em seis anos no PI

04 de Junho 2013 as 18:30
O encarceramento de acusados e culpados por crimes aumentou 80,7% em seis anos no Piauí, conforme a pesquisa “Evolução e Determinantes da Taxa de Homicídios no Brasil”, feita pela Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com a pesquisa, em 2003, o Piauí tinha uma taxa de 45,70 presos para cada grupo de 100 mil habitantes e esta taxa pulou em 2009 para 82,59 presos por 100 mil habitantes, o que representou um aumento de 80,7%.
No mesmo período, a taxa de homicídios aumentou 15% no Piauí. No Estado, em 2003, tinha uma taxa de 10,84 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes e em 2009 essa taxa aumentou para 12,47 para cada 100 mil habitantes, um aumento de 15%.
Os autores da pesquisa “Evolução e Determinantes da Taxa de Homicídios no Brasil, os pesquisadores do Ipea Adolfo Sachsida e Mário Jorge Cardoso de Mendonça, afirmam que não é possível com os dados que dispõem fazer a correlação entre taxas de encarceramento e a violência.
“A análise dos dados lança dúvidas sobre a eficiência do mecanismo de detenção para o combate à criminalidade. “O exemplo mais evidente disso é o Estado do Rio Grande do Norte, onde um aumento de 97,3% das taxas de encarceramento, no período de 2003-2009, veio acompanhado de um aumento de 107,4% nas taxas de homicídios. Contudo, pode-se argumentar que nos estados que a apresentaram redução na taxa de homicídios o aumento médio da taxa de encarceramento foi de 105%, contra um aumento de 66,1% nas demais unidades federadas”, dizem Adolfo Sachsida e Mário Jorge Cardoso Mendonça.
O secretário estadual de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, afirmou que o encarceramento não aumenta a violência, mas sim a omissão e a impunidade.
”O filósofo Hobbes já dizia que o homem é mau e se não for estabelecido controle ele pode matar e ferir. A prisão e outras punições evita que o homem possa agir com violência. O que temos no Brasil é um sistema carcerário ineficiente que não ressocializa o preso”, declarou Robert Rios Magalhães.
O filósofo inglês Thomas Hobbes nasceu em 5 de abril de 1588 e morreu dia 4 de dezembro de 1679. Ele foi um matemático, teórico político e autor de “Leviatã” (1651) e “Do cidadão” (1651).
Na obra Leviatã, Thomas Hobbes defende os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. Segundo ele, no estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe uma constante guerra de todos contra todos. No entanto, os homens têm um desejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra, e por isso formam sociedades entrando num contrato social.
O delegado do 12º Distrito Policial de Teresina, Ademar Canabrava, afirmou que, como em todo o país, a violência está aumentando no Brasil. Segundo ele, a Delegacia do 12º DP de Teresina, na zona Leste da cidade, recebe uma media de dez queixas de furtos e roubos por dia.
Ademar Canabrava falou que nas salas e na garagem da Delegacia do 12º DP existem 20 motocicletas e cinco automóveis roubados nos últimos seis meses.
Na Polinter (Polícia Interestadual) são registradas cerca de 25 queixas de roubo e furtos de carros e motocicletas por dia.
A funcionária pública estadual aposentada Virgínia Rebelo foi prestar queixa da clonagem da placa de seu automóvel Corcel, que herdou do pai, porque recebeu no notificação da Secretaria Municipal de Trânsito do Rio de Janeiro de um suposto estacionamento em local proibido e de impedir o fluxo de outros veículos na Rua Tacaraty.
“O Corcel que eu tenho é de 1981 e nunca fui para o Rio de Janeiro com o carro”, falou Virgínia Rebelo

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