Técnicos da Universidade Federal do Piauí ainda estão trabalhando para viabilizar para 2014 o início do curso de Medicina em Parnaíba, já autorizado pelo MEC. Segundo o diretor do campus, professor Alex Marinho, ainda falta muita coisa como construir e aparelhar um prédio de dez salas, implantar laboratórios e contratar professores por meio de concurso público, entre outras providências de importância fundamental. Alex Marinho disse ainda que estranhou críticas veiculadas na imprensa pelo fato da universidade não estar oferecendo vagas de Medicina para o próximo semestre. “Nunca foi dito que o curso começaria em 2013. Estamos em vias de implantação”, argumentou.
O diretor informou que existe uma equipe da própria UFPI empenhada para que o curso seja iniciado no próximo ano. “Nós estamos trabalhado com todo o rigor para que (o curso de Medicina) seja implantado no primeiro semestre de 2014”, acrescentou. Em outro ponto da entrevista ao a24horas.com ele preferiu não se comprometer quanto a datas: “Veja, nós não estamos dizendo 2014. Nós estamos precisando ver o andamento das obras”, ressalvou. O investimento final deverá ser de 14 milhões de reais, sendo que uma parte já foi liberada, segundo ele.
Mesmo faltando seis meses para o final do ano, Alex Marinho diz acreditar que seja possível à equipe da UFPI dar conta de tantas etapas para que as aulas comecem mesmo no primeiro semestre de 2014. “Temos fé que isso aconteça. Graças a Deus não é só uma pessoa que está trabalhando nisso”, exclamou. Entre as pessoas que, segundo ele, estão interessadas no sucesso do empreendimento, ele citou o coordenador do Curso de Medicina, professor José Ivo, e o próprio reitor José de Arimatéia Dantas. Outro ponto positivo, segundo ele, é que o processo de implantação do curso já venceu a etapa política. “Não depende mais de influência política, já está na área técnica. Eminentemente na área técnica e isso é excelente”, comemorou.
Na observação de Alex Marinho o curso de Medicina na UFPI de Parnaíba não é só promessa, mas ainda há etapas a serem vencidas que podem demandar tempo. “A gente percebe que é uma coisa real, mas é bom deixar claro para a sociedade que o curso só será implantado quando existir a estrutura necessária“, alertou.
Concurso para professores
O professor e diretor Alex Marinho informou que uma equipe específica da UFPI está trabalhando na definição do perfil desejado dos professores de medicina, para orientar a seleção por meio de concurso público. Ele garantiu que o concurso deverá ser lançado em agosto para que seja possível o início das aulas no primeiro semestre de 2014.
O que já existe de estrutura
Os laboratórios que atualmente servem aos cursos da área de saúde já existentes no campus da UFPI de Parnaíba serão melhorados para também serem utilizados pelos estudantes de Medicina. A proposta, segundo Marinho, é de integração de todos os cursos afins. Atualmente existem os de Fisioterapia, Biologia, Psicologia e Biomedicina com laboratórios de microbiologia, parasitologia, anatomia, entre outros. O prédio onde funcionava o CAPS-AD foi doado pela Prefeitura de Parnaíba à UFPI e também será utilizado pelo curso de Medicina.
O que falta de estrutura
Para funcionar em atendimento a todas as exigências do MEC ainda falta o principal em termos de condições físicas. As obras referidas por Alex Marinho relativas à construção do novo bloco que abrigará o curso de Medicina sequer foram licitadas, uma vez que ainda estão na prancheta.
“Os arquitetos estão trabalhando na planta do prédio que será (construído) aqui mesmo dentro do campus. A arquiteta esteve aqui nos dias 22 e 23 de maio com a equipe do MEC e da UFPI; passamos dois dias fazendo vistorias, discutindo o projeto pedagógico e questões do prédio”, relatou.
Novo terreno da UFPI não será utilizado agora
Um terreno pertencente à Universidade Federal, localizado próximo à Avenida Francisco Borges e à BR 402 ainda não será utilizado nesta etapa de expansão. “Aquele terreno nós não vamos construir nele agora porque não tem a infraestrutura e porque não temos recursos para transformar aquele local num campus ainda”, justificou Alex Marinho.
Ele disse que a instituição considera estratégico o terreno, mas aguardará ou momento em que tenha os recursos financeiros necessários para estrutura-lo.
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